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Avaré,10/06/2026

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Copa da Exclusão? EUA são acusados de barrar torcedores iranianos e transformar Mundial em palco político

Decisão das autoridades norte-americanas de restringir o acesso de torcedores iranianos aos ingressos da Copa do Mundo de 2026 provoca críticas internacionais e levanta questionamentos sobre discriminação, liberdade de circulação e interferência política


Copa da Exclusão? EUA são acusados de barrar torcedores iranianos e transformar Mundial em palco político Torcedores no Aeroporto Internacional de Tijuana, no México, recepcionam a seleção do Irã na chegada para a disputa da Copa do Mundo, no dia 7 de junho de 2026 — Foto: Victor Medina/Reuters

A poucos dias do início da Copa do Mundo de 2026, os Estados Unidos estão no centro de uma nova controvérsia envolvendo o torneio. A Federação de Futebol do Irã denunciou que a cota de ingressos destinada aos torcedores iranianos para as partidas da seleção em território norte-americano foi cancelada, impedindo que milhares de fãs tenham acesso regular aos jogos.

Pelas regras da FIFA, cada federação participante tem direito a uma parcela dos ingressos para distribuição entre seus torcedores. Segundo a entidade iraniana, esse benefício foi retirado sem explicações satisfatórias, em uma decisão que muitos consideram incompatível com o espírito de integração e igualdade que historicamente marca a Copa do Mundo.

O episódio acontece em meio ao aumento das tensões políticas entre Washington e Teerã. Além das dificuldades para a aquisição de ingressos, representantes iranianos também relataram problemas relacionados à emissão de vistos para dirigentes e integrantes da delegação. A seleção chegou a transferir sua base de preparação para o México diante dos obstáculos enfrentados para se estabelecer nos Estados Unidos durante o torneio.

As críticas não se limitam ao caso iraniano. Nos últimos dias, outras situações envolvendo restrições migratórias também geraram repercussão internacional. Um árbitro da Somália escalado para a Copa teve sua entrada negada pelas autoridades americanas, enquanto organizações ligadas aos direitos humanos demonstraram preocupação com o tratamento dado a visitantes estrangeiros durante a competição.

Especialistas e entidades ligadas ao futebol apontam que uma Copa do Mundo organizada por três países — Estados Unidos, México e Canadá — deveria garantir acesso igualitário a atletas, dirigentes e torcedores de todas as nações classificadas. Para críticos das medidas adotadas por Washington, a utilização de barreiras migratórias em um evento esportivo global representa uma interferência política que contraria os princípios defendidos pela FIFA.






Enquanto a FIFA ainda evita comentários mais contundentes sobre o caso, cresce a pressão para que a entidade se posicione diante das denúncias. O temor é que decisões motivadas por questões políticas acabem transformando o maior evento do futebol mundial em um palco de exclusão, justamente quando o esporte deveria servir como instrumento de aproximação entre os povos.





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