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Avaré,10/06/2026

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Vacina brasileira contra a dengue entra em alerta: governo suspende aplicação e não prevê prazo para conclusão de investigação

Após o registro de dezenas de reações adversas graves e a apuração de dois óbitos, o Ministério da Saúde interrompeu temporariamente a vacinação com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan e afirma que ainda não há previsão para encerrar as inve


Vacina brasileira contra a dengue entra em alerta: governo suspende aplicação e não prevê prazo para conclusão de investigação

A campanha de vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan sofreu um revés inesperado. O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da aplicação da vacina em todo o país e informou que ainda não existe prazo definido para a conclusão da investigação sobre possíveis eventos adversos associados ao produto.

Segundo o governo federal, a medida foi adotada após o registro de 42 episódios classificados como reações adversas graves entre aproximadamente 500 mil doses aplicadas. Entre os casos analisados estão dois óbitos que seguem sob investigação para determinar se existe ou não relação causal com a vacinação. Até o momento, as autoridades afirmam que nenhuma ligação direta foi comprovada.

O Ministério da Saúde destacou que a apuração será conduzida "o mais rápido possível", mas evitou estabelecer uma data para a divulgação de resultados conclusivos. A prioridade, segundo a pasta, é garantir uma análise técnica rigorosa antes de qualquer decisão sobre a retomada da campanha.

A suspensão representa um obstáculo para uma das principais apostas do governo no combate à dengue. A vacina do Butantan havia sido celebrada como um marco da ciência nacional por ser a primeira do mundo em dose única contra os quatro sorotipos da doença e por ter sido incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) neste ano.

Apesar da interrupção temporária, especialistas e autoridades sanitárias reforçam que a decisão não significa que a eficácia da vacina esteja comprometida. Estudos anteriores apontaram proteção significativa contra formas graves da doença e hospitalizações, resultados que continuam sendo considerados pelas equipes técnicas responsáveis pela avaliação do imunizante.

Enquanto a investigação avança, pessoas vacinadas recentemente foram orientadas a procurar atendimento médico caso apresentem sintomas como febre, dores abdominais intensas, vômitos persistentes, sangramentos ou piora do estado geral. O monitoramento será reforçado principalmente nos primeiros 21 dias após a aplicação da dose.








A decisão ocorre em um momento delicado para o país, que segue enfrentando milhares de casos de dengue e mantém a vacinação como uma das principais estratégias para reduzir internações e mortes provocadas pela doença.




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