Flávio foge com a família para a Flórida e pedirá asilo a Trump, dizem aliados, após ordem de Moraes
Aliados dizem que o senador fugiu com a família para a Flórida e pedirá asilo a Trump, mas a PF não tem registro da saída e a Argentina nega a entrada.
O senador Flávio Bolsonaro teria deixado o Brasil com a esposa e as duas filhas rumo ao estado da Flórida, nos Estados Unidos, nesta terça-feira, segundo aliados ouvidos por veículos de imprensa, horas depois de descumprir a ordem do Supremo Tribunal Federal para entregar os passaportes à Polícia Federal.
Conforme a agência Reuters, um aliado próximo do parlamentar teria confirmado a ida do senador para os Estados Unidos nesta terça-feira, após o fim do prazo estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes para a entrega dos documentos.
Segundo a coluna do portal Metrópoles, a viagem teria sido organizada às pressas por um grupo restrito de aliados no Brasil e nos Estados Unidos, com a entrada em território americano prevista pela Flórida na tarde desta terça-feira, e o governo do presidente Donald Trump já teria sido avisado da movimentação.
Ainda conforme aliados ouvidos pela coluna, o senador pretenderia formalizar um pedido de asilo político ao governo americano assim que chegasse ao país, e o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, teria um encontro previsto com ele na Flórida na quarta-feira.
Conforme a CNN Brasil, fontes próximas à família teriam relatado que o senador fugiu para os Estados Unidos com a esposa e as duas filhas, e o principal motivo teria sido o medo de ser preso após a ordem de retenção dos passaportes.
Segundo o site argentino Infobae, o jato particular Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW e pertencente à empresa Baires Fly, teria pousado em Puerto Iguazú, na Argentina, às 23h45 de segunda-feira, vindo de Buenos Aires, com partida prevista para as 2h da madrugada com destino aos Estados Unidos e quatro passageiros a bordo.
Por outro lado, a Polícia Federal não teria encontrado registro de passagem do senador por postos oficiais de migração, e o governo argentino teria negado a entrada dele no país, enquanto autoridades aeroportuárias teriam informado que ele não constava da lista de passageiros e que a aeronave permaneceria em Puerto Iguazú.
A ordem descumprida teria sido determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que proibiu a saída do senador do país, determinou a entrega dos passaportes comum e diplomático em 24 horas e vetou o contato dele com o advogado Willer Tomaz, no âmbito de uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro ligada a apostas, e a decisão teria sido tomada após uma fala do irmão Eduardo em podcast, sugerindo a saída em caso de derrota eleitoral.
A Polícia Federal teria cancelado os passaportes do senador em seu sistema após o fim do prazo, na manhã desta terça-feira, e na segunda-feira o próprio senador teria afirmado, em vídeo, que nunca pensou em sair do país e que entregaria os passaportes para se defender.
Desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira, o senador estaria sem dar notícias, e a última mensagem dele, enviada por volta das 8h ao senador Rogério Marinho, coordenador da campanha, teria dito apenas que ele estava esfriando a cabeça, sem responder se havia deixado o país, enquanto Marinho teria negado mais cedo que o senador tivesse saído do Brasil e a campanha negaria a viagem.
Até a publicação desta matéria, não havia manifestação pública do governador Tarcísio de Freitas sobre a viagem, e a confirmação oficial da saída do senador dependeria de registros de migração, que seguiriam em apuração pela Polícia Federal junto às autoridades argentinas.am em apuração pela Polícia Federal junto às autoridades argentinas.





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